Modelos hipsométricos ajustados para um fragmento de cerrado Sensu stricto tocantinense

Igor Elói Silva Machado, Paulo Cesar Alves de Oliveira Medeiros, Marla Guedes Cordeiro Carvalho, Claudia Alicia Marin Perez, Thiago Franco Santana, Valdir Carlos de Lima Andrade

Resumo


Para uma redução dos custos de inventário florestal, os modelos hipsométricos são de grande valia. O presente trabalho teve como objetivo ajustar e avaliar modelos de relação hipsométrica em área de Cerrado em processo regenerativo situada no município de Gurupi (TO). Foram testados dez modelos, incluindo cinco lineares e cinco não lineares, no qual os ajustes foram realizados por meio do software R for Windows. Foram utilizados como critério de seleção do ajuste dos modelos os parâmetros estatísticos do coeficiente de determinação ajustado (R²aj.), o erro padrão residual (sHH) e a análise gráfica dos resíduos e, em seguida, a validação dos melhores modelos ajustados. As melhores estatísticas de ajuste foram para os modelos não lineares, com destaque para o modelo de Gompertz (modelo 7), R²aj: 0,489 e sHH: 17,58%. Os modelos, em geral, superestimaram a altura, atingindo até 40 % a mais do que a altura das plantas reais. Diante disso, seis modelos foram para a validação,
sendo dois lineares e quatro não lineares. O melhor modelo com a predição foi o Prodan não linear (modelo 10), que obteve melhores valores estatísticos e variação gráfica. Conclui-se que os modelos não lineares explicaram melhor a variável dependente altura.


Palavras-chave


Altura de árvores. Seleção. Validação.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18406/2316-1817v11n120191174

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