Análise da Condutividade Hidráulica Saturada em uma Floresta de Cedro, Madrid, Espanha

Rubens Junqueira, Carlos Rogério de Mello, Alisson Souza de Oliveira, Geovane Junqueira Alves, Uilson Ricardo Venâncio Aires

Resumo


A condutividade hidráulica saturada do solo (K0) é de grande importância para a hidrologia, especialmente no contexto da infiltração, onde apresenta grande influência nas condições de geração de escoamento superficial direto, tendo como consequências a formação de inundações, erosão do solo e transporte de sedimentos. Além disso, tem papel fundamental na agricultura, por contribuir na infiltração e disponibilização de água para as plantas, e também na conservação do solo e do meio ambiente. Diante do exposto, o objetivo deste trabalho foi estimar e analisar o comportamento da condutividade hidráulica saturada do solo associada aos seus atributos físicos e declividade e avaliar o escoamento superficial direto, em uma área de floresta de Cedrus deodara, em Madrid, na Espanha. Para tanto, foram realizados testes de infiltração com o método dos anéis concêntricos em três pontos na área de estudo, a fim de obter dados que foram ajustados pelo modelo de Horton para estimar a condutividade hidráulica saturada do solo, e também foram realizados testes com um simulador de chuvas a fim de determinar o coeficiente de escoamento superficial. Foram retiradas amostras deformadas do solo para determinação de seus atributos físicos. Os resultados mostraram que o modelo de Horton foi adequado para estimar a condutividade hidráulica saturada do solo. Os valores dos atributos físicos do solo e a declividade influenciaram a condutividade hidráulica saturada do solo. A matéria orgânica associada à declividade do solo proporcionaram os maiores valores de K0. O escoamento superficial direto apresentou relação inversa à condutividade hidráulica saturada do solo.


Palavras-chave


Infiltração; simulador de chuvas; anéis concêntricos; deflúvio superficial; equação de Horton

Texto completo:

PDF

Referências


Agencia Estatal de Meteorología (Espanha). Atlas Climatológico Ibérico. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016.

ALVARENGA, C. C. et al. Continuidade espacial da condutividade hidráulica saturada do solo na bacia hidrográfica do Alto Rio Grande, MG. Revista Brasileira de Ciência do Solo, 2011, 35.5: 1745-1757.

ASSIS, R. L. D., & LANÇAS, K. P. Avaliação dos atributos físicos de um Nitossolo Vermelho distroférrico sob sistema plantio direto, preparo convencional e mata nativa. 2005. Revista Brasileira de Ciência do Solo, 29(4).

CARVALHO, L. A. Condutividade hidráulica do solo no campo: As Simplificações do Método do Perfil Instantâneo. 2002. PhD Thesis. Universidade de São Paulo.

Cuenca Hidrográfica del Tajo. Ámbito Territorial. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016.

FERREIRA, M. M. et al. Física do Solo. Lavras: Editora UFLA, 2003. 79 p. il. - (Texto Acadêmico).

FONTANA, A., TEIXEIRA, W. G., BALIEIRO, F. D. C., MOURA, T. P. A. D., MENEZES, A. R. D., & SANTANA, C. I. Characteristics and attributes of Oxisols under different land uses in the western region of the state of Bahia, Brazil. 2016. Pesquisa Agropecuária Brasileira, 51(9), 1457-1465.

Instituto Geográfico Nacional (Espanha). Tipos de clima. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016.

MARTÍNEZ, C. M. Projeto e Construção de um Permeâmetro de Parede Flexível e Carga Constante. 2016. 114 p. Dissertação (Mestrado). Universidade de Brasília, Brasília.

MELLO, C. R.; SILVA, A. M. Hidrologia: Princípios e aplicações em sistemas agrícolas. Lavras: UFLA, 2013.

Ministério do Meio Ambiente. Água, um recurso cada vez mais ameaçado. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2016.

Ministério de Agricultura, Alimentación y Medio Ambiente (Espanha). Programa de Acción Nacional Contra la Desertificación. 2008. Disponível em: Acesso em: 28 set. 2016.

POLO, M. J., LAFUENTE, P., & GIRÁÇDEZ, J. V. Variabilidad espacial de la conductividad hidráulica saturada en suelos de olivar y su influencia en el balance hidrológico global. 2003. Estudios de la zona no saturada del suelo. 6, 209-213.

SANTOS, ILN et al. VELOCIDADE DE INFILTRAÇÃO DA ÁGUA NO SOLO CULTIVADO POR MILHO DOCE COM COBERTURA DE CROTALÁRIA. 2016. Revista Brasileira de Agricultura Irrigada v, 10(5), 925-934.

SOBRINHO, T. A.; VITORINO, A. C. T.; SOUZA, L. C. F. de; GONÇALVES, M. C.; CARVALHO, D. F. de. Infiltração de água no solo em sistemas de plantio direto e convencional. 2003. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v.7, n.2, p. 191-196.

SOIL SURVEY STAFF, 2006. Keys of soil taxonomy. Tenth Edition. USDA-NCRS. Washington DC.

TOMASINI, B. A.; VITORINO, A. C. T.; GARBIATE, M. V SOUZA, C. M. A.; 4, TEODORICO A. T. S. Infiltração de água no solo em áreas cultivadas com cana-de- -açúcar sob diferentes sistemas de colheita e modelos de ajustes de equações de infiltração. 2010. Engenharia Agrícola, v. 30, n. 6, p.1060-1070.




DOI: http://dx.doi.org/10.18406/2316-1817v10n320181185

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2018 Rubens Junqueira, Carlos Rogério de Mello, Alisson Souza de Oliveira, Geovane Junqueira Alves

Rev. Agrogeoambiental, Pouso Alegre, MG, Brasil. e-ISSN: 2316-1817

Licença Creative Commons

A Revista Agrogeoambiental está licenciada por uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.