Os efeitos naturais, econômicos e sociais da erosão na margem direita do rio são francisco na sustentabilidade dos agroecossistemas

Vandemberg Salvador de Oliveira, Edison Rodrigues Barreto Júnior, Francisco Sandro R. Holanda

Resumo


A evolução do processo erosivo na margem direita do baixo curso do rio São Francisco
tem ocorrido de forma acentuada e os vários estudos que foram desenvolvidos para determinar os
processos de degradação ambiental convergem para um ponto comum: o processo erosivo marginal
foi intensificado a partir da regularização da vazão do rio, através da implantação das barragens. Essa
intervenção no curso natural do rio tem causado prejuízos ambientais, econômicos e sociais. Este
trabalho teve por objetivo levantar a linha atual da margem direita do rio São Francisco, quantificar
a perda de área agricultável nos agroecossistemas e analisar os seus efeitos na sustentabilidade dos
agroecossistemas implantados no Perímetro Irrigado Cotinguiba/Pindoba. Utilizando-se a tecnologia
de posicionamento por satélite – GPS (Global Positioning System) para o levantamento da posição
da margem atual e mapas topográficos do Mapeamento Sistemático Nacional - editados em 1975, foi
possível determinar o recuo da margem e a área agrícola erodida. A média anual do recuo da margem
mede 12,36 metros. A área agrícola perdida corresponde a uma superfície equivalente a 75,59 hectares.
Esta superfície agricultável representa 2,5% da área total do projeto de irrigação Cotinguiba/Pindoba e
a perda por erosão é da ordem de 3,0 hectares/ano.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18406/2316-1817v1n32009213

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