Toxicidade de produtos fitossanitários utilizados na cultura do crisântemo para ninfas de Orius insidiosus

Luiz Carlos Dias Rocha, Geraldo Andrade Carvalho, Juliano Antonio de Freitas

Resumo


O objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos letal e subletal de produtos
fitossanitários utilizados na cultura do crisântemo sobre ninfas de (Say, 1832). Os
experimentos foram conduzidos no Laboratório de Estudos de Seletividade do Departamento de
Entomologia da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras, MG, em câmara climática a
25±2ºC, UR de 70±10% e fotofase de 12 horas. Os produtos foram utilizados na maior dose
recomendada pelo fabricante para o controle de pragas e doenças. Foram utilizadas 20 ninfas de
terceiro instares 40 ninfas de quarto e quinto instares/tratamento. A aplicação dos produtos foi
realizada por meio de torre de Potter, avaliando-se o efeito dos produtos nos três estádios ninfais de O. insidiosus. As características biológicas avaliadas foram: sobrevivência das ninfas, período de
pré-oviposição, oviposição diária por dez dias e a viabilidade dos ovos oriundos de fêmeas tratadas
na fase ninfal. Azoxystrobin, benomyl, imibenconazole, iprodione, metalaxyl + mancozeb e
triforine foram seletivos para todos os instares de testados. Abamectin, acephate e
chlorfenapyr mostraram-se tóxicos a todos os estádios ninfais do predador avaliados. O período de
pré-oviposição, o número médio diário de ovos colocados e por dez dias, e viabilidade de ovos não
foram afetados por azoxystrobin, benomyl, imibenconazole, iprodione, metalaxyl + mancozeb e
triforine. Esses produtos, em função da baixa toxicidade apresentada, podem ser recomendados no
manejo de pragas e doenças da cultura de crisântemo em associação com o predador O. insidiosus.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18406/2316-1817v1n12009242

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