Estudo morfológico das estruturas envolvidas no mecanismo de adesão do Limnoperna fortunei (Dunker, 1857)

Cláudia Lauria Fróes, Madrith Sthel Costa Duarte, José Roberto Tavares Branco

Resumo


Limnoperna fortunei é molusco bivalve invasor que causa prejuízos a sistemas de captação de água e usinas hidroelétricas. Sua presença já foi registrada nas bacias dos rios Paraná, Paraguai, Uruguai e Lago Guaíba. No presente trabalho, foi realizado um estudo morfológico das estruturas de adesão desta espécie invasora. Os estudos mostraram que o pé do Limnoperna fortunei é formado por um tecido de preenchimento com diferentes tipos celulares envolvidos nos mecanismos de adesão e locomoção. Foi verificada a presença de inúmeras vilosidades, pêlos e muco em toda a superfície externa do pé, o que aumenta a superfície de contato e conseqüentemente a adesão ao substrato. O bisso do Limnoperna fortunei é constituído por um eixo principal do qual partem filamentos secundários e é produzido por uma região formada por vários canalículos que conduzem a secreção adesiva até o exterior. O ponto de projeção do bisso no corpo do mexilhão dourado é uma região reforçada por fibras de colágeno, o que mantém o bisso fortemente aderido ao corpo animal.
Palavras-chave: Limnoperna fortunei. Histologia. Mexilhão dourado. Adesão.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.18406/2316-1817v4n22012447

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2017 Revista Agrogeoambiental

Rev. Agrogeoambiental, Pouso Alegre, MG, Brasil. e-ISSN: 2316-1817

Licença Creative Commons

A Revista Agrogeoambiental está licenciada por uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.