Velocidade de infiltração básica de água como indicador da qualidade porosa do solo

Raphael Maia Aveiro Cessa, Myashiro Fortes de Souza, Elizeu Luiz Brachtvogel, Fábio Régis de Souza, Elói Panachuki, Igor Junior Hoppen Varão, Jeyssa Santino Costa, Markondes Lacerda Araújo, Patrícia Simone Kranz Caçol

Resumo


Este trabalho verificou se a velocidade de infiltração básica de água (VIB) pode ser um indicador da qualidade do sistema poroso do solo cultivado com diferentes espécies vegetais. Foi realizado no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso – campus Confresa, em um Argissolo Vermelho- Amarelo de textura arenosa. O delineamento experimental foi o de blocos casualizados com quatro tratamentos constituídos pelos cultivos de Brachiaria ruziziensis (braquiária), Pennisetum americanum (milheto), Phaseolus vulgaris L. (feijão) e Sorghum bicolor L. Moench (sorgo) em quatro repetições totalizando 16 parcelas. A ideia do cultivo das referidas espécies vegetais foi promover alteração natural do calibre dos poros do solo por meio dos seus sistemas radiculares e mineralização dos resíduos, viabilizando o estudo da velocidade de infiltração básica de água no solo como indicador da qualidade do calibre de poros. A partir de 90 dias após semeadura do milho avaliou-se a densidade do solo, volume de macroporos (Ma), microporos (Mi), porosidade total (VTP), resistência do solo à penetração (Rsp) e VIB. As profundidades do solo consideradas foram 0-0,10 m e 0,10 a 0,20 m. Os dados numéricos foram submetidos a análise de variância e teste de significância de “F” ao nível de 5% de probabilidade. Características significativas tiveram suas médias comparadas pelo método Tukey. Entre as características citadas obtiveram-se os coeficientes de correlação lineares simples de Pearson. Nas condições experimentais avaliadas foi possível utilizar a VIB como indicador da qualidade do seu sistema poroso, embora tenha sido necessário realizar associações indiretas com as características avaliadas. Dessa forma, constatou-se tendência do aumento da VIB com aumento da Ma.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18406/2316-1817v6n22014627

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