Áreas de preservação permanente em conflito com o uso e a ocupação do solo na bacia hidrográfica do Córrego Sertão, Cajuri, Minas Gerais

Carlos Antonio Alvares Soares Ribeiro, Nero de Castro Martins Lemos, Kelly de Oliveira Barros, Vicente Paulo Soares, Elias Silva, Sady Júnior Martins da Costa de Menezes

Resumo


No Brasil, vários estudos têm detectado conflito entre áreas de preservação permanente (APPs) com o atual uso e ocupação do solo, em contraposição ao que prescreve a legislação florestal. Neste sentido, o objetivo do presente trabalho foi determinar, de forma automatizada, o conflito entre o uso e a ocupação do solo com as APPs existentes na bacia hidrográfica do córrego Sertão, Cajuri, Minas Gerais, de acordo com o Código Florestal de 1965. Foi realizada uma classificação supervisionada de uma imagem do satélite RapidEye, no qual foram identificadas as classes Área urbana, Vegetação, Área agrícola/Pastagem e Solo exposto. Identificou-se um total de, aproximadamente, 9,36 km2 de APPs, o que representa 45,06% da área de estudo. No entanto, este valor encontrado leva em consideração a sobreposição, enquanto que o total de 10,75 km2 considera cada uma das categorias, independente da sobreposição que ocorre entre elas. A categoria de terço superior das sub-bacias foi a mais significativa, 6,25 km2 (58,14%). No entanto, a resolução da imagem RapidEye impossibilitou a diferenciação precisa da Vegetação, ou seja, se nativa ou implantada. Tal fato pode ter superestimado o valor das APPs. A classe de maior conflito com as APPs foi a Área agrícola/Pastagem, com 5,03 km2 (53,73%). Considerando toda a área que deveria ser de preservação nesta bacia, 5,64 km2 (60,26%), estão em conflito com as exigências legais. A metodologia de delimitação automática das APPs mostrou-se eficiente para o presente caso, permitindo, assim, a adequação das propriedades às exigências da legislação florestal em questão, de forma acurada e rápida.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18406/2316-1817v6n22014635

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