Seletividade de produtos fitossanitários utilizados na cultura do morangueiro a Phytoseiulus macropilis (Banks) (Acari: Phytoseiidae) em condições de laboratório

Bruce Veronez, Luiz Carlos Dias Rocha, Juliano Antonio de Freitas

Resumo


O morangueiro (Fragaria x ananassa Duch) representa hoje uma das mais importantes
culturas agrícolas do Sul de Minas Gerais, e também relevante no cenário nacional. É intenso o emprego de agrotóxicos no manejo de pragas nessa cultura. Dentre as pragas, os ácaros destacam-se
pelo seu alto potencial biótico, elevado prejuízo provocado aos agricultores e pela grande dificuldade de controle com agrotóxicos convencionais devido ao surgimento de populações resistentes
dessa praga na cultura. Para realizar o controle do ácaro-praga Tetranychus urticae Koch (Acari: Tetranychidae), o predador Phytoseiulus macropilis (Banks) (Acari: Phytoseiidae) vem sendo
empregado em lavouras de morango dessa região com sucesso. Porém, alguns pesticidas causam
efeito nocivo a essa espécie de predador. Perante esse problema, torna-se necessário estudos com
agrotóxicos que possam ser inócuos ao ácaro predador e possuam um baixo espectro de ação,
podendo, serem utilizados na Produção Integrada de Morango (PIMo). O objetivo do trabalho foi
avaliar a seletividade de produtos fitossanitários utilizados na cultura do morangueiro a P. macropilis em condições de laboratório. Foram conduzidos três bioensaios no Laboratório de Controle
Biológico do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais, Campus Inconfidentes. Os produtos testados, em g de i.a. L
-1
de água foram: abamectina (0,1), fempropatrina (0,065), propargito (0,03),
iprodiona (0,15), azoxistrobina (0,02) e enxofre (0,3). Avaliaram-se o efeito dos compostos sobre a
mortalidade dos indivíduos por meio da aplicação direta sobre adultos de P. macropilis, da ingestão
de presas contaminadas, e do contato dos predadores com superfícies tratadas. Independente da
forma de contato, abamectina mostrou-se prejudicial a P. macropilis. Fempropatrina, propargito,
iprodiona, azoxistrobina e enxofre não afetaram o predador e foram classificados como inócuos
para esse predador em condições de laboratório, segundo escala de toxicidade proposta pela IOBC.
Compostos seletivos podem ser empregados no manejo integrado de pragas em morangueiros em
associação com o predador P. macropilis.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.18406/2316-1817v1n2200979

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2017 Revista Agrogeoambiental


Rev. Agrogeoambiental, Pouso Alegre, MG, Brasil. e-ISSN: 2316-1817

Licença Creative Commons

A Revista Agrogeoambiental está licenciada por uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.