Zonas de manejo em função de propriedades de solo, relevo e produtividade da lavoura cafeeira

Bruno Manoel Rezende de Melo, Carlos Maurício Paglis, Marcelo Silva de Oliveira, Marcília Bruna R. Teixeira, Jennifer Silva M. da Silva, Daniele Fátima F. Lima

Resumo


O objetivo foi determinar zonas de manejo correlacionando produtividade, altitude, parâmetros de textura e fertilidade de solo em propriedades cafeeiras do sul de Minas Gerais. O experimento foi realizado em Inconfidentes (MG), em uma lavoura de café da cultivar Rubi com 0,849 ha-1, no espaçamento 2,2 m x 1,3m, em dezembro de 2011, em Latossolo Vermelho Amarelo distrófico. O local está situado a 957 metros de altitude com parte da lavoura situada no topo de morro e a outra parte em meia encosta, apresentando declividade máxima entre os pontos de maior e menor altitude de 37 %. O local para a coleta de solo está situado em cada ponto georreferenciado com um receptor GPS, para a zona 23k no sistema de referências SIRGAS 2000. Posteriormente foram analisados os parâmetros químicos, físicos, altitude e declividade da área. Para verificar a dependência espacial dos fatores em estudo, utilizou-se da geoestatística. Na presença de dependência espacial foram confeccionados os mapas de gradiente. Os resultados demonstram que não foi possível encontrar dependência espacial para o fósforo. Para as variáveis matéria orgânica, potássio, saturação de bases, pH e declividade, foi possível identificar zonas de manejo em função da correlação significativa com a altitude. A produtividade nos dois anos apresentou variabilidade espacial e temporal. Conclui-se, desta forma, que zonas de manejo podem ser identificadas correlacionando altitude com parâmetros de fertilidade. Para a produtividade e textura nos dois anos de estudos, não foram observadas zonas de manejo. 


Palavras-chave


Agricultura de precisão, geoestatística e mapas de isolinhas

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DOI: http://dx.doi.org/10.18406/2316-1817v9n22017924

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