ENVELHECIMENTO ACELERADO DE SEMENTES DE ALFACE PRODUZIDAS NO MANEJO ORGÂNICO EM CULTIVO PROTEGIDO E A CÉU ABERTO

ANTÔNIO DE AMORIM BRANDÃO, HIGINO MARCOS LOPES

Resumo


A alface é uma espécie de grande importância tanto para o sistema convencional quanto no sistema orgânico, elevando a importância da produção de sementes de alta qualidade. As sementes podem ser produzidas em condições naturais à pleno sol, quanto em condições controladas em casas de vegetação, onde o ambiente de cultivo pode interferir no vigor das sementes. Neste contexto, o envelhecimento acelerado com solução salina de NaCl, têm-se mostrado eficiente para determinação da qualidade das sementes. Desta forma objetiva-se avaliar a influência do ambiente de cultivo e de cultivares no vigor das sementes de alface produzidas no manejo orgânico e em dois municípios do estado do Rio de Janeiro. O delineamento utilizado foi inteiramente casualizado, em esquema fatorial (2 x 7) com 4 repetições, sendo dois ambientes (cultivo protegido e céu aberto) e sete cultivares de alface. O experimento foi conduzido em Seropédica e Avelar-RJ, sendo as análises estatísticas realizadas distintamente em cada um deles. As sementes foram submetidas ao teste de envelhecimento acelerado com solução saturada de NaCl. Determinou-se o graus de umidade de sementes antes e após o período de envelhecimento pelo método de estufa a 105 °C. As sementes foram mantidas em câmara úmida com solução salina por 72 h a 41°C. Após o período de envelhecimento as sementes foram colocadas para germinar. Houve diferenças entre o grau de umidade das sementes pré EASS no município de Seropédica e pós EASS em Avelar. Sementes produzidas em estufa apresentaram melhor vigor do que as produzidas a campo tanto em Seropédica quanto em Avelar. As cultivares Grand Rapidis e Maravilha Quatro Estações apresentaram alto vigor tanto nas sementes produzidas em estufa quanto a campo.

Palavras-chave


Vigor, hortaliças, Lactuca sativa L

Texto completo:

PDF

Referências


BARBOSA, R. M.Envelhecimento Acelerado Em Sementes de Alface Accelerated Aging in Lettuce Seeds.” Ciência Rural, Santa Catarina, v. 41, n 1, p.1899–1902, 2011

BRASIL. Ministério da Agricultura e Reforma Agrária. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. Departamento Nacional de Produção Vegetal. Coordenação de Laboratório Vegetal. Regras para Análise de Sementes. Brasília, DF, 2009. 365p.

BHÉRING, M.C.; DIAS, D.C.F.S.; VIDIGAL, D.S.; NAVEIRA, D.S.P. Teste de envelhecimento acelerado em sementes de pimenta. Revista Brasileira de Sementes, Brasília, v.28, n.3, p.64-71, 2006.

CARVALHO NM; NAKAGAWA J. 2000. Sementes: ciência, tecnologia e produção (ed). 4. ed. Jaboticabal: FUNEP. 588p.

FERREIRA, D.F. Software Sisvar: Versão 4.6 (Build 6.0). Lavras: DEX/UFLA, 2003. Disponível em: < http://www.dex.ufla.br/danielff/prog.htm >. Acesso em: 6 maio 2010.

JIANHUA, Z.; McDONALD, M.B. The saturated salt accelerated aging test for small seeded crops. Seed Science and Technology, v.25, p.123-131, 1997.

MARCOS-FILHO, J. Teste de envelhecimento acelerado. In: KRZYZANOWSKI, F.C.; VIEIRA, R.D.; FRANÇA NETO, J.B. (Ed.) Vigor de sementes: conceitos e testes. Londrina: ABRATES, 1999. cap.3, p.1-24.

MARCOS-FILHO J. 2005. Fisiologia de sementes de plantas cultivadas. Piracicaba: FEALQ. 495p.

PANOBIANCO, M.; MARCOS FILHO, J. Envelhecimento acelerado e deterioração controlada em sementes de tomate. Scientia Agricola, Piracicaba, v.58, n.3, p.525-531, 2001.

POWELL A. A. 1995. The controlled deterioration test. In: VERTER HA. Seed vigor testing seminar. Zürich: ISTA. p. 73-87.

SANTOS, F.; TRANI, P. E.; MEDINA, P. F.; PARISI, J. J. D. Teste de envelhecimento acelerado para avaliação da qualidade de sementes de alface e almeirão. Revista Brasileira de Sementes, v. 33 n. 2, p. 322–30, 2011.

VIEIRA, R. D. Deterioração controlada para avaliar o potencial fisiológico de sementes de beterraba. Horticultura Brasileira v.30, p. 379–84, 2012.

WENNER, L. S. Aspectos técnicos e econômicos do mercado de sementes orgânicas de hortaliças. (2014). Disponível em http://www.isla.com.br/cgi-bin/index.cgi. Acessado em 10 de outubro de 2014.

COMISSÃO DE FERTILIDADE DO SOLO DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Recomendações para o uso de corretivos e fertilizantes em Minas Gerais – 5a Aproximação. Viçosa, MG, 1999. 359 p.




DOI: http://dx.doi.org/10.18406/2316-1817v10n420181136

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2019 Revista Agrogeoambiental

Rev. Agrogeoambiental, Pouso Alegre, MG, Brasil. e-ISSN: 2316-1817

Licença Creative Commons

A Revista Agrogeoambiental está licenciada por uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.